Cor sem cor, fim pro começo.

>> sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O ano novo vem branco e brando, pronto para ser rabiscado, desculpa perfeita para nós que necessitamos ser seres regrados. Seres daqueles que só começam a dieta na segunda ou que preferem começar um novo assunto na próxima página do caderno, mesmo que na anterior ainda tenha espaço. Uma página em branco é possibilidade de recomeço, por isso sempre me questionei a respeito da preferência de grande parte das pessoas aderir trajes da cor sem cor, do fim pro começo.  Seria só um pedido de paz, ou o desejo implícito de virar a página do que foi escrito e começar na seguinte (em branco) o novo e excitante enredo?  Enfim, tudo são suposições, são diferentes interpretações das mensagens emitidas, uma vez que são variadas e subjetivas e que há ruídos nos canais que emitem os sinais das nossas vidas.

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É Natal gente...

>> sábado, 24 de dezembro de 2011




É Natal gente, se aproximando, daqui a pouco chega aquela sua tia chata enfeitando a mesa com manga, crente que você está amando. É Natal gente vá se arrumando, os parentes que você não vê há um ano estão chegando. É natal gente pare pra ver, 10 pessoas da sua família já fizeram a piadinha do “pavê ou pa cumê”. É Natal gente, não se engane, a sua vó não esqueceu o CD da Simone. É Natal gente e depois de tantos anos seu tio não aprendeu que a ave “piru” é na verdade “peru” mas tá comendo e tá gostando.  É Natal gente e sua tia está dando a sua prima com cara de santa e histórico de piranha como exemplo a ser seguido, e já mandou aquela clássica querendo saber se você já arrumou um namorado ou um marido. É Natal gente, vamos animar, eu sei que depois que Papai Noel parou de existir fica meio difícil, mas não custa tentar. Feliz Natal!

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Amor muda, amor

>> terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Amor muda amor. Amor que surta, que furta o senso que sai do consenso. Amor que cuida, de mãe a pai, amor de amor que por si só se faz. Quem vai explicar o sentimento que cambiou? Quem pode dizer que isso não é mais amor? Só porque o sentido antes atribuído a ele se desvinculou não significa que no sentido novo não caiba amor. Não diga, assim sem saber que acabou, até porque...amor muda, amor.

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Percebo, logo sinto.

>> sábado, 10 de setembro de 2011

"Penso logo existo" e existir não me conforta mais. Estou pensando sobre viver, cheguei a conclusão que, para mim, são coisas completamente diferentes. Aquele relógio existe marcando o tempo da minha existência, diminuitndo em segundos, minutos e horas o tempo que tenho para viver, posso existir estática como o meu relógio só vendo as horas passarem. Para viver preciso estimular os meus sentidos, desafiar meus sentimentos ocultos, redescobrir a minha percepção infinita que limita-se por vezes. Parece complicado mas posso começar com o exercício de fechar os olhos para ver melhor, para ouvir melhor. Quantas coisas consigo ver de olhos fechados, nunca tinha percebido, ou percebia sem dar importância, atribuindo aos meus olhos a função de donos da verdade. A percepção me torna sensível, estou começando a entender, meu Deus parece tão óbvio, talvez seja por isso que muitas vezes tenha me sentido diferente, destoante nessa frieza das relações com o mundo e pessoas. Não vou parar de sentir, de viver, para me adaptar. Percebo, logo sinto. Fecho os olhos, tudo fica mais claro.

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Eduardo e Mônica quer saber?

>> sábado, 11 de junho de 2011

Com esse Eduardo e Mônica da Vivo e essa polêmica toda de plágio lembrei que uma historinha distorcida de Eduardo e Mônica que li há algum tempo na blogsfera.

Eduardo e Mônica
Quer saber?

Eduardo e Mônica é uma das (milhares) de músicas do Legião admiradas por sua beleza e cultuadas pela sagacidade das letras etc. Eu não vou negar que sou louco por vocêêê já fui fã e se duvidar ainda sei cantar Faroeste Caboclo de cor. Mas Eduardo e Mônica, sei não...

A Mônica fazia medicina, um dos cursos mais concorridos do país. Falava alemão e discutia política. Tinha sua própria moto. Pela descrição imagina-se uma mulher independente, confiante, cheia de si. Mas pra mim não era bem assim... Ela tomava conhaque de manhã, ou seja, alcoólatra, e fazia um tipo meio alternativo-revolts falando que gostava de Godard e Rimbaud e pondo tinta no cabelo.

E pior: seduziu um garotinho de 16 anos que ainda jogava futebol de botão com seu avô! Convenhamos. Mônica tinha sérios problemas de autoestima. Óbvio que essa tal festa que o carinha do cursinho do Eduardo o levou não era boa coisa. Provavelmente frequentada por maus elementos. E aliás, não duvido nada que alguém tenha batizado a birita do Eduardo com drogas ilícitas. Ele mesmo disse que não tava legal...

E agora pensa no tipo de garota que iria a um lugar desses. Com certeza não uma menina de família. Mas uma estudante de medicina maluquinha com propensões pedofílicas, por assim dizer. E como futura médica, a Mônica saberia exatamente o que pôr na bebida de alguém para drogá-lo. Longe de mim querer criar polêmica, só um pensamento que me ocorreu agora...

E o pobre Eduardo, menino ingênuo, coitado... Começou a beber, deixou o cabelo crescer e decidiu trabalhar, provavelmente vendendo o tal artesanato que ele e a Mônica aprenderam a fazer juntos. Escultura de arame, anel de coquinho, pulseira trançada, essas coisas.

E aí ela engravidou, os pais do Eduardo deram uma grana pra eles construírem uma casa, criarem a família e quem sabe um pouco de juízo (imagino que essas sejam as palavras do pai do Edu). Mas eu não tenho muita esperança, não. Com dois anos o filho deles já tá de recuperação.. I mean, eu nem sabia que existia recuperação no Jardim II.


Fica aí de lição para todos nós...

Todo o crédito do texto para: outroblogdamary

Para quem, por ventura, não tenha assistido os comerciais da Vivo e da ATL, seguem abaixo.

Eduardo e Mônica - O filme (Vivo) 2011

Eduardo e Mônica (ATL) 2000

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Price Tag

>> quinta-feira, 5 de maio de 2011

     A desvalorização das relações nos coloca atrelados a preços e em exposição em vitrines humanas competindo com objetos. Será que as pessoas também saem de moda? Que medo!
Ainda há coisas importantes na vida que nem o dinheiro, o cheque assinado ou nosso Mastercard podem comprar. 
      Hoje serei breve e o post terminará em música. Um cover de Price tag de Jessie J. Para ter acesso à tradução clique aqui.
 



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Entre mim e mim.

>> sábado, 12 de março de 2011


Estou de braços dados com a incoerência cotidiana que vive enquanto tento sobreviver. Quem inventou os padrões morais jamais foram crianças que dizem verdades nuas sem medo de ganhar ou perder. Crescemos aprendendo a nos controlarmos a fim de nos adaptarmos ao meio, ainda posso ouvir minha mãe dizendo “Ingrid não faça isso, é feio”. Perdi brincando de ser criança dizendo sempre o que quis sem medidas ou freios, bebi consequências a longos tragos e embriaguei-me, que me perdoem os ofendidos ainda não tenho doses certas de razão e coração. Que dificuldade de me adaptar a esse meio que se acostumou a brincar de se perder de si. Qual foi a parte da estória que eu perdi? As vezes de tão perdida me sinto diferente, não que eu não tenha aprendido que já não sou mais criança, é que crescer realmente dá muito trabalho, sinto até medo de deixar de ser gente.
Tenho me alimentado do que já é meu e da observação. Sempre chego a mesma conclusão. Não existe ninguém igual a mim e nem por isso sou melhor que alguém assim como ninguém é melhor que eu.

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