Calculando

>> sexta-feira, 25 de junho de 2010

Diz ela que anda calculando a vida, coisa de porcentagem, de quem conta o que perde e o que ganha. A cada minuto ela perde um pouco de si, um pouco de tudo e tudo que era bom já quase não existe mais. Nada à frente é visível, ela esfrega os olhos buscando enxergar soluções e me diz "Onde estou não tem paredes, não tem luz e não tem chão". Ninguém é capaz de entender a dor alheia disso ela sabe bem, e nem pede que a entenda. Ela continua a dizer, têm breves amnésias da dor isso acontece em alguns momentos de distração até felizes talvez, raros e que se esgotam trazendo à tona o fenômeno da multiplicação e é aí que ela volta a calcular e dói. Ela se enche de esperança feito um balão de ar, mas súbito é o alfinete que provoca o estouro. Ela não é de dividir e quem a vê em silencio acredita em sossego, mas o sossego aos nossos olhos na verdade é sua maior "inquietação". Por fim me olha com os olhos inchados de quem não tem mais forças pra chorar, diz que quem disse que chorar faz bem é tolo, diz de um nó na garganta e silencia. Eu não sei o que dizer, não falaria qualquer coisa, é aí que (faço o que gostaria que fizessem por mim) eu a pego pela mão e lhe dou um abraço.

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Lendo-me

>> sexta-feira, 18 de junho de 2010

Quando os pensamentos gritam
Quando inibem a concentração
Quando não consigo dizer nem pôr no papel o que sinto
É muito pra pouco, não cabe, me perco então
Quando faltam as palavras
E já não emito som
Estou falando em silêncio

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...

>> sexta-feira, 11 de junho de 2010

Distante de mim
Que não me comporto
Embriaguei-me
Que não caibo mais,
Transbordo.

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Vim.

>> domingo, 23 de maio de 2010


Mais um dia, mais uma linha, às vezes quero apagar o que escrevo no papel ou no puro e simples pensamento, mas tenho medo de esquecer, de querer lembrar, de não conseguir e a lembrança é a única forma de reviver.

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Meu amigo NOEL!

>> quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Quando criança minhas pequenas evoluções encantavam a todos, eu fui criança de verdade daquelas que aprontam, que apanham e que brincam, nao daquelas que são quase adultas tipo "Maísa" chata pra caralho caramba, aprendi a ler no tempo normal, era boa em matemática, péssima em história, guardo bastantes cicatrizes, eu era até espertinha, porém quando eu deveria ter sido mais esperta quis dar uma de espertona e... Com 8 anos de idade eu estava desconfiada de que Papai Noel não existia e não admitia que minha mãe estivesse me enganando então quando o presente chegou eu falaei:

"Eu sei que foi você que comprou, Papai Noel não existe"

Minha mãe até tentou me convencer do contrário mas eu já estava certa de que o Bom velhinho era apenas farsa. Hoje com 19 anos eu queria acreditar nele, escrever a cartinha e colocar o sapatinho na janela, eu até posso fazer isso mas não tenho mais o presente garantido, já o Papai Noel não tinha escolha, ou ele me dava ou eu descobria tudo. Bons tempos aqueles, mas eu estou feliz de ter crescido e de ver as crianças inocentes fantasiando esse cara bom de jogo que é multimilionário, pode estar em vários lugares ao mesmo tempo e que leva 2389578953782 de presentes numa simples rena, e eu acreditava nisso. É a vida, é a magia natalina. Eu acredito sim que todos nós temos que viver cada fase da vida, nada de "Maisinhas" se proliferando por aí, por favor. Só é uma pena que muitas crianças que acreditam no Noel fiquem sem seus presentinhos pedidos, fazendo a música perder o sentindo "como é que papai noel, não se esquece de ninguém". Feliz Natal pra vocês!

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>> domingo, 1 de novembro de 2009



Eu estava sonhando, parecia que eu já vivera este mesmo sonho, sonho não PESADELO, uma bola estava batendo na minha cabeça e cada vez que ela voltava eu tremia, senti a minha parede tremer e o mural também, não sabia se ainda estava dormindo, levantei num susto, nervosa, o coração descompassado e GOOOOOOOL, me dei conta de que meus vizinhos eram os protagonistas do meu pesadelo, eles eram os responsáveis por essa forma sutil de acordar alguém, eram eles, novamente, batendo uma bolinha na divisão da parede dos nossos quartos, quase chorei mas preferi levantar gritando de ódio, minha mãe foi até lá reclamar Pensei depois que eu poderia ter incomodado-os também, mas nada se compara àquela bola estremecendo o meu quarto. Não foi a primeira vez, acontece também quando estou estudando, lendo, vendo Tv, falando do telefone mas dormindo foi demais, tudo bem que são crianças e eu já fui uma e bla bla bla mas bola na parede + apartamento? E o dia estava lindo, tem o campo de futebo. Por fim, hoje acordei naturalmente, acho que trocaram de quarto, minha parede e eu agradecemos.

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Morcegando

>> quarta-feira, 7 de outubro de 2009


Eu deito e começo a me revirar, é pra lá e pra cá e nada do sono vir, eu espero por ele  (o sono :P) com uma agonia sem igual e quando vejo que ele realmente vai demorar começo a pensar em tudo que eu não pensei o dia inteiro, isso é chato né?. ROTINA!

Ontem eu levantei (depois de tentativas frustradas de dormir), tomei uma canequinha de suco de maracujá e fui até a janela dar uma olhada no movimento, nada de interessante, nem um gato preto passava na rua, nenhum barulhinho vinha da cabine do porteiro e percebi que ele também estava dormindo, aí veio o pensamento: “Até ele, que deveria estar acordado zelando pela segurança do nosso sono?”
Voltei pra cama determinada e pensei “vou dormir, daqui a pouco já é amanhã”, virei, virei, virei  e nada, talvez se eu fosse um morcego a noite seria melhor ( acabei de lembrar de uma menina que estudou comigo que tinha o apelido de morcego velho). De tanto pensar e me virar acabei dormindo, mas acordei como se o sono não tivesse sido muito bom. Será que o do porteiro foi? Não sei, mas espero que o outro tenha estado acordado!

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