DOM

>> terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Se eu pudesse escutar seus pensamentos,

Diria tudo o que você quer ouvir
Você até teria uma noção de perfeição
E eu a segurança do não erro em vão.

Se eu pudesse escutar seus pensamentos
Certeza de que se apaixonaria por mim
O espelho das suas vontades
Refletindo as suas verdades
Reflexo de suas reflexões
Por vezes nem tão certas pra mim.

Se eu pudesse escutar seus pensamentos
Tu não serias meu desafio
E eu, talvez, o miserável trapaceiro do Amor

Mas se seus pensamentos por vezes te iludem
Por que não me enganariam?
Falhas humanas são constantes
Na inconstância do dia-a-dia
Com isso não desejo este dom
Ainda que seja uma velha técnica
Prefiro ler seus olhos 
Escutar seu coração
O melhor livro
O melhor som
Involuntários
Incontroláveis
Incapazes de fingir.

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A nossa calma

>> sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

   Que medo é esse que te contemplas menina, saia dessa paranoia, me diga quem te criastes que buscarei a sua calma, te vejo menina ainda , de alma linda e limpa mas que já trás nos olhos o peso de sua curta vida, o peso da lágrima que brilha espelhando-me e cai explicando a gravidade, não da física que aprendemos no colégio mas da dor que te alimenta e faz seres como tu és, a lágrima que brilha e cai desvendando seus segredos em silêncio.
   Diz pra mim menina, diz pra mim quem te criou, que pesadelo é esse que te causa tanta dor? Que te faz desconfiada, perdida e com medo do amor, que te faz ser metade daquilo que ainda podes ser mas que a vida não deixou.
   Me diga menina, o que você sonhou e eu vou buscar sua calma, o que te fará enfim feliz e lavará a sua alma. Se ao menos você falasse o que sente com a clareza que olhas...
   Dizem por aí que o que os olhos não veem o coração não sente mas soluções vazias de nada lhe preenchem. Leio uma filosofia linda mas que não funciona com gente, não com as sensíveis como tu, talvez com as que fingem que sentem. 
   Seus olhos pequenos ainda brilham de lágrimas que caem doendo sozinhas como tu em letras distorcidas , borradas e molhadas. Me diga o que é preciso menina e buscarei a sua calma.

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Natal

>> sábado, 25 de dezembro de 2010



Desejo de Natal para todos que suas palavras lindas de felicitações, essas cheias de sentido mas muitas vezes faladas sem sentir, sejam exercidas na vida que corre por mais 365 dias normais no ano em que os gestos são esquecidos. Abram seus dicionários e busquem o significado dessas palavras simples que julgam conhecer tão bem mas que podem lhe surpreender. Sem filosofia premeditada falada para causar, sentimentos falados são tão doces, gestos involuntários são cores. Me incluo nessa mesmo me utilizando da segunda pessoa. FELIZ NATAL e um mundo de razão e de sentidos pra vocês.

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Apenas mais uma confusão no mundo dos sentidos

>> sábado, 13 de novembro de 2010


A porta aberta de fato não era um convite, apenas um descuido assim como tudo o que você viu quando adentrou, sem bater, tão cuidadosamente que nem pude inventar uma boa desculpa. Quando dei por mim você já estava em meio a toda aquela bagunça sorrindo e me olhando. Fui logo me explicando desajeitada “Faz tempo que ninguém passa por aqui, a bagunça fugiu do meu controle, sabe como é” e no seu rosto uma paz incapaz de anunciar sinal qualquer de preocupação como se tivesse sempre estado ali naquele grande espaço, cheio, que mais parecia seu. Cuidadosamente tudo foi colocado em seus respectivos lugares, e quanto tempo nós gastamos, e quantos risos, perfumes, estórias foram enchendo de vida aos poucos aquele lugar cheio de vazio que foi preenchido por aquilo que se chama nós, aquele lugar que se chama coração.  
PS. A Estória poderia terminar explicando que depois de tudo arrumado você disse que era só diarista. HÁ!

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Wait a minute

>> terça-feira, 12 de outubro de 2010

Não quero lhe impor minha presença, seria de bom grado se estivesse presa em seus pensamentos. Temos tão pouco nosso e sinto que você preenche todo o meu tempo, queria...te...dizer..que... Esta frase nunca se completa, perdoe meu olhar perdido, é o medo que já me contempla, é bobo mas é meu, assim como meus sinais imperceptíveis aos seus olhos e tão óbvios pra mim.

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Sorri

>> sábado, 21 de agosto de 2010

Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

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Eu platônico.

>> sexta-feira, 30 de julho de 2010

Deixa eu gritar 
Cantar pros meus amores platônicos,
Quem sabe eles me ouvem
E saem da ilusão perfeita para a realidade
que é imperfeita porém concreta.

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