Eu platônico.
>> sexta-feira, 30 de julho de 2010
Deixa eu gritar
Cantar pros meus amores platônicos,
Quem sabe eles me ouvem
E saem da ilusão perfeita para a realidade
que é imperfeita porém concreta.
Deixa eu gritar
Cantar pros meus amores platônicos,
Quem sabe eles me ouvem
E saem da ilusão perfeita para a realidade
que é imperfeita porém concreta.

Transcrevendo o que pus no twitter.
Ontem fez 20 anos da morte de Cazuza, o cara que me deixou algumas músicas favoritas, que cantou as suas verdades, dos amores às duras ralidades, que eu sou feliz por ter existido e que completa 20 anos de morte no ano em que completo 20 anos de vida. Fica aqui minha singela homenagem de fã que nunca vai poder ir à um show mas que desfruta de cada palavra que em música foi dita. Termino com um desejo "Todo o amor que houver nessa vida".
A espera pela copa do mundo não chega a ser uma saudade mundial, os quatro anos voam até os dois meses que antecedem a festa, a esperança toma conta e muitos de nós vendamos os olhos pro resto, não que paremos de pensar em tudo mas a adrenalina nos coloca em campo entre palpites, gritos, protestos e cantos, talvez por isso fomos os melhores muitas vezes. Se pela política (por exemplo) tivéssemos a mesma preocupação, metade do interesse, talvez tivéssemos representantes 5 estrelas capazes de nos fazer campeões porque já aprendemos "em campo se trabalha o coletivo e a individualidade". Estamos fora da copa, esta em que desacreditamos, mas no fundo colocamos muita esperança, daqui a quatro anos tem mais, dói um pouquinho, ninguém gosta de perder, mas o espírito continua é só aproveitar e exercer.
Read more...Diz ela que anda calculando a vida, coisa de porcentagem, de quem conta o que perde e o que ganha. A cada minuto ela perde um pouco de si, um pouco de tudo e tudo que era bom já quase não existe mais. Nada à frente é visível, ela esfrega os olhos buscando enxergar soluções e me diz "Onde estou não tem paredes, não tem luz e não tem chão". Ninguém é capaz de entender a dor alheia disso ela sabe bem, e nem pede que a entenda. Ela continua a dizer, têm breves amnésias da dor isso acontece em alguns momentos de distração até felizes talvez, raros e que se esgotam trazendo à tona o fenômeno da multiplicação e é aí que ela volta a calcular e dói. Ela se enche de esperança feito um balão de ar, mas súbito é o alfinete que provoca o estouro. Ela não é de dividir e quem a vê em silencio acredita em sossego, mas o sossego aos nossos olhos na verdade é sua maior "inquietação". Por fim me olha com os olhos inchados de quem não tem mais forças pra chorar, diz que quem disse que chorar faz bem é tolo, diz de um nó na garganta e silencia. Eu não sei o que dizer, não falaria qualquer coisa, é aí que (faço o que gostaria que fizessem por mim) eu a pego pela mão e lhe dou um abraço.
Read more...Quando os pensamentos gritam
Quando inibem a concentração
Quando não consigo dizer nem pôr no papel o que sinto
É muito pra pouco, não cabe, me perco então
Quando faltam as palavras
E já não emito som
Estou falando em silêncio
Distante de mim
Que não me comporto
Embriaguei-me
Que não caibo mais,
Transbordo.
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